quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Julieta Romena


-Julieta Romena-

Julieta Romena era uma doce jovem de cabelos encaracolados e negros...
Sua pele branca como a nave, dava-lhe um tom trevoso. A falta de sorriso e palavras transformava aquela linda garota em um boneco sem expressão.
Ela se sentia perdida e tentava ao máximo correr de si mesma, quanto mais corria, mais seu coração a encontrava.
Ao som de música clássica, Julieta Romena cantava sentindo seu corpo se arrepiar.
Julieta Romena gostava de escrever poesias, cantar canções de amor e tocar instrumentos musicais. Seu talento para o romance e para o amor era indiscutível, sempre se expressando da melhor forma e algumas das vezes da pior forma.
Em seu corpo apenas o amor, às vezes o ódio reinava com destruição e desgosto.
“As pessoas são incríveis.” - Dizia Julieta Romena enojada com as pessoas que avistava em sua janela.
De joelhos no sofá, Julieta Romena olhava para a janela...
A chuva era forte e nem um pássaro voava aos céus.
“Isso é perfeito. Deus chora e a beleza se esconde” - Dizia Julieta Romena apreciando a forte chuva que caíra naquela tarde.
Julieta Romena há poucos dias antes havia escrito vários poemas, poesias e muitas cartas de amor. Todas foram jogadas fora...
Julieta Romena havia também escrito alguns textos que o chamavam de “31 Cartas”, havia muito amor e carinho, mas também havia muito sentimento mal expressado, o tom de morte era forte e aos seus olhos, toda a sua mágoa reinava.
-Você parece triste, você está bem? – Dizia todas as pessoas que a via.
Julieta Romena ainda tenta sorrir, conversar e sair com seus amigos...
“Sinto-me em uma jaula!” – Pensava Julieta Romena sempre que estava em sua casa.
Julieta Romena agora sem poesia, sem poema, sem nenhum sentido e perdida, procurava um modo de satisfazer sua felicidade, um modo de recuperar aquilo que a deixava realmente bem.
Seu nariz vermelho, seu corpo trêmulo e seus olhos fixos, mostravam o efeito do que ela costumava chamar de “Estrada Branca”.
Seu efeito era duradouro e ela amava sentir aquela euforia, mas logo ao fim da noite, tudo acabará e sua insana infelicidade e desejo pela morte virá com toda a força.
Julieta Romena sentia todo o peso de sua culpa, por perdas passadas, presentes e por perdas futuras.
“Afinal... Ninguém se importa com ninguém, nada é importante, tudo é lembrança e um dia a mesma se apaga.” – Dizia Julieta Romena para si mesma, tentando se convencer de que a vida não lhe faria sentido algum.
A dor em seu peito era intensa e quase sempre a sufocava...
Sua garganta parecia estar sendo apertada e suas palavras transbordava enquanto seu corpo se mexia desesperadamente para se livrar de suas dores.
“Aprendemos o que é o Fim, para que possamos deixar de temê-lo” – Dizia Julieta Romena pensando agora seriamente em acabar com tudo.
Mas espere!
Algo estaria acontecendo!
Julieta abaixa sua cabeça, seus olhos se enchem, seu corpo se arrepia, mas...
As lágrimas são tomadas por seu sofrimento.
“A dor é tanta que nem ao menos me expressar consigo!” – Julieta Romena agora estaria desesperada.

Julieta Romena sabia que havia pessoas que realmente a amava e por mais que ela quisesse, não poderia deixar de pensar em todas elas...
Tudo parecia pouco e nada parecia o suficiente...
Julieta Romena agora pedia ajuda ao seu coração, pois sentia que a morte logo a abraçará e seu único motivo para temer isto, era um grande amor...
O dia estaria chegando e logo ela partirá, talvez sem arrependimento...
“31” – Pensava e quase sempre dizia em voz alta para si mesma.
Este era o dia esperado por ela...
Afinal...
Julieta Romena sabia que tudo iria melhorar em breve, que tudo iria se normalizar, mas também sabia que tudo um dia voltaria a piorar e cada vez mais, este sofrimento iria crescer.
“Nada muda.” – Dizia Julieta agora com sua arma na mão!
O desespero era grande e a falta de sentido faziam seus olhos brilharem ao ver a própria morte...
Julieta Romena não sabia, mas já estaria realizada, pois estava morta em espírito e nada mais podia fazer...
Nada mais podia fazer.
Ah não ser esperar o tempo...

Autor: Joey Spooky Rose

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