quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
História sem nome
22 de Abril de 1997.
Sophie ainda escrevia em seu diário..
Uma longa história de vida, cada acontecimento diário escritos em seus mínimos detalhes.
Estava frio e o tempo lá fora parecia de chuva, muita chuva.
As nuvens cobriam as estrelas e os clarões mostravam os fleches de lembranças dos Deuses que agora em fúria, viviam seus amores.
"...Ele tinha lindos olhos e seu sorriso era encantador" -Escrevia Sophie.
Sophie em sua ilusão, sonhava e admirava pessoas e coisas que nunca estariam por perto.
Perdida em seus desejos jamais viveu a realidade. Presa em seus sonhos, jamais fugiu de seu coração.
Seu medo, seu medo de amar era fatal e a matava ao poucos.
Lentamente a tortura corria por seu corpo.
Sophie chorava e sofria, somente em silêncio sem poesias, sabendo que seu amor ainda se perderia...
"Antes o sentimento platônico, do que a decepção." -Pensava enquanto escrevia.
A cada dia Sophie se tornava mais linda, mas suas atitudes cada vez piores.
E Sophie novamente lê aquele trecho "Antes o sentimento platônico do que a decepção".
Decepcionada com si mesma, Sophie ascende seu último cigarro, seu último suspiro, seu último sorriso.
Decepcionada com si mesma, Sophie se mata.
"Agora eu posso sorrir, eu estou livre"
-Joey Spooky Rose-
Escuro
Está escuro! Está escuro!
Sombras e trevas, está escuro!
O amor moribundo, a razão sem o mundo!
O desejo perverso, o destino abraçado com a morte
A vida sem sentido, humanos como doença se destroem!
A poesia de um poeta morto se completa
As estrelas no céu, a beleza perdida se concreta.
O destino selado, o romance amaldiçoado!
Sorrisos alheios e felicidade curta!
A ilusão da vida, suicídio e tortura!
Está escuro! Está escuro!
-Joey Spooky Rose-
Annabel Lee
Annabel Lee
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
-Edgar Allan Poe
Doce Mar
-Doce Mar-
E do doce mar eu soube amar.
No intelecto do romance, eu soube pensar.
Caminhei por tantos anos no sofrimento, até que pude me levantar...
Andar e olhar.
Sentir seus doces lábios, ao som do mar.
E nada mais vem a me importar
Se não teus olhos cristais, como estrelas a brilhar.
De mais nada eu resisto
Em meus poemas eu existo!
De um Deus eu tirei meus amores
Por tempos vivi morto em ódios e rancores.
E sem ao menos esperar
Seu toque a me tocar..
Nas brancas areias geladas deste doce mar.
Seus olhos, sua voz, seus cabelos, você me fez amar.
-Joey Spooky Rose-
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