quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Spoogod


-Spoogod-

Eu sou o gosto amargo da lua negra.
Eu sou as estrelas perversas que resistem ao seu próprio brilho.
Eu sou aquele que amaldiçoa antiguidades
Que vive da maldade, perversidade
Sou aquele que o condena pelo cetro da liberdade.

Eu sou aquele que vive a sombra de minhas promessas
Sou aquele que assassina amores e cospe rancores
Eu sou a poesia amarga do destino
Sou os lábios gelados da morte.
Eu sou a verdade nua e crua
Eu toco seu corpo roubando sua energia.
Descepo sua cabeça
Meu tesouro reconquistado.
Abandonado! Abandonado!

Eu sou aquele que pensa estar perto do mundo
Passando os limites, pulando muros.
Eu escrevo nos muros das ruas
Eu jogo lixo ao chão
Eu estraçalho as carnes
Eu bebo o sangue podre dos fetos ao chão.

Levante-se.
Ore, curve-se
Eu agora sou um Deus.
Sou seu novo Deus.
Do seu sangue eu bebi.
Dele eu nasci.
Por sua frieza eu sofri
Agora sinta!
Sinta! Sinta! Sinta!
Os cortes são profundos
E você nunca mais terá uma vida.

-Joey Spooky Rose-

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Edgar Allan Poe


Santa Maria! Volve o teu olhar tão belo,
de lá dos altos céus, do teu trono sagrado,
para a prece fervente e para o amor singelo
que te oferta, da terra, o filho do pecado.

Se é manhã, meio-dia, ou sombrio poente,
meu hino em teu louvor tens ouvido, Maria!
Sê, pois, comigo, ó Mãe de Deus, eternamente,
quer no bem ou no mal, na dor ou na alegria!

No tempo que passou veloz, brilhante,
quando nunca nuvem qualquer meu céu escureceu,
temeste que me fosse a inconstância empolgando
e guiaste minha alma a ti, para o que é teu.

Hoje, que o temporal do Destino ao Passado
e sobre o meu Presente espessas sombras lança,
fulgure ao menos meu Futuro, iluminado
por ti, pelo que é teu, na mais doce esperança.
Edgar Allan Poe

O CORVO (Edgar)




O CORVO

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

trad. Machado de Assis - 1883
Edgar Allan Poe

Poucas Palavras




-Poucas Palavras-

A pergunta era clara
O ódio respondia por suas energias.
A escuridão em seu coração e o medo da perdição.
O pecado era doloroso e Deus um homem poderoso.
A enganação, Eva e Adão.
A perfeição.

-Joey Spooky Rose-

Eu sou




‎-Eu Sou-

Eu sou o perverso.
O inverso, o incerto.
Eu sou a droga branca.
Eu sou o álcool em vômito.
Eu sou o nojo.
Eu sou o escuro.
Eu sou o branco e o negro.
A luz que não reluz.
Deixo meu brilho para os podres corações de amores
Em um mundo de ódio e rancores.

Eu sou a lágrima salgada
Eu lembro em cada gota, o meu oceano.
Eu sou o lago gelado
Eu sou o nojo ao alcance.
A visão de relance.
O vulto que desaparece em um instante.
Eu sou a saudade
Eu sou o amor
Eu sou o invisível, o inexistente.

Eu sou o fantasma de meus próprios medos.

-Joey Spooky Rose-

Céu Aberto




-Céu Aberto-

E ela olhou o perverso
Aceitou o inverso.
Rezou seu credo
Sentiu receio pelo certo
Gritou em céu aberto.
Beijou-se pelo belo
Acredito no certo.

Ela rasgou seu coração.

-Joey Spooky Rose-

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Olhos Escuros

-Olhos Escuros-


Ao banho fechei meus olhos...
Na solidão imaginei-me tranquilo.
A água caia sob meu corpo
O vapor da água quente queimava minha pele, aquecendo minha alma.
Tudo era tão escuro e frio
A floresta cantava canções ordinárias e melancólicas.
Eu agora, me sentindo completamente morto, tento me levantar
Escorregando em meu próprio sangue ao chão.

-Joey Spooky Rose-

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Última Rosa


-A Última Rosa-



Dois homens se encontram em um galpão abandonado.
Logo pela manhã conversam sobre muitos assuntos, acontecimentos globais, acontecimentos mundiais, política e religião.
Logo a sua frente, uma moça assustada parada no ponto de ônibus, perguntando a Deus o que faria ali justo naquele momento.
Os dois homens com seu papo machista sobre que as mulheres trabalham em casa, começam a rir descontroladamente.
A moça por sua vez se pergunta:
“Ele está louco?”
Assustada então a moça se ajeita com um tom de desconforto, o homem então se cala, pega seu cigarro e então procura o fogo.
“Onde diabos eu deixei...?” - Pensa o homem um pouco estressado.
-Com licença, a senhorita não teria, fogo? –Pergunta o homem.
O homem com sua veste um pouco desgastada, sua camisa branca, cachecol preto e sua jaqueta grossa de camurça marrom e sua luvas de couro, ascende seu cigarro, agradece a moça e por ali fica parado, como se admirasse o dia de frio de pouca chuva.
-Lindo dia não acha?
-Um pouco, apesar da chuva... –Responde a moça cada vez mais assustada.
-Sabe... As pessoas deveriam aprender a ver o outro lado das coisas, as pessoas apenas procuram o lado lindo da vida, as coisas boas sempre são boas, mas no fim, sempre acabam as destruindo. Afinal, será que as coisas boas não podem passar de simplesmente ilusão? O belo nunca pode ser eternamente belo, assim como a vida nunca poderá ser eterna.
-É um pensamento um pouco diferente devo dizer, mas devo concordar, sempre que procuramos as coisas boas, acabamos tristes e sozinhos e quando as coisas ruins aparecem, simplesmente aprendemos e nos reerguemos e deixamos a vida continuar melhor que antes...
-Um pensamento bastante intrigante. E o amor? O amor não deve ser sentido, muito menos falado, o amor deve ser escondido e apenas desejado. Transmitido em silêncio é em segredo que o coração do homem vive, afinal, seus maiores e mais perversos desejos nunca são ditos, por medo de um Deus, cujo não tem definição entre masculino, feminino, bom ou ruim. Afinal, minha cara, o que realmente é bom? O medo que sentes em estar aqui conversando comigo, um homem de veste gasta, um desconhecido em um lugar como este... Será que este medo não é uma coragem pelo desconhecido? A certeza em vida é a morte, somente a única que temos.

A mulher assustada, em sua cabeça concordou que realmente era aquilo mesmo, seu medo se tornará uma coragem para conhecer alguém que ela já dizia “Tão inteligente”.
Depois de muito tempo de papo o homem entrega um papel com seu telefone e ressalta a moça:
-Se quiser marcar de tomar um café é só me ligar, achei interessante suas ideias assim como percebi que as minhas vos interessou também. Não se preocupe que não sou nenhum tipo de cafajeste, muito menos louco, sou um homem poeta solitário a procura de novos pensamentos.

A moça então com um sorriso no rosto e um sentimento de dúvida, apenas vê o homem se afastando lentamente e sumindo entre a neblina.

O frio era um pouco forte, o tom de voz do homem ainda fazia aquela moça se lembrar de cada olhar, porém, suas palavras foram esquecidas. Mas ainda podiam ser sentidas.
Logo à noite o homem recebe um telefonema. Sim, era aquela moça.
Depois de um tempo de conversa no telefone e algumas perguntas sobre aquele homem misterioso que nem ao menos seu nome foi dito, a moça o chama para sair.
-Desculpe perguntar, mas como é seu nome? Aquele dia não tivemos a chance de saber o nome um do outro...
-Meu nome é Joseph. E o seu?
-Meu nome é Anna. Anna Stene.

Logo quando cai a noite, às oito horas no parque central da cidade, os dois se encontram, Joseph havia levado uma carta. Algumas palavras foram escritas em uma folha velha e amarelada...
A carta dizia:

Durante tempos de nossas vidas, passamos por muitas fases.
A infância, a juventude, a fase adulta, daí então ficamos velhos e morremos.
Muitos por câncer ou alguma doença causada que somente foi pensada e arrependida quando se viu a negatividade que aquilo causou.
Muitos também morrem sem saber quem tanto podiam ser.
Fases da vida também que passamos: a felicidade, a tristeza, o amor e a dor da perda.
A vida e a morte também é uma fase. A menos desejada, porém a mais bela é a nossa própria morte. Nada realmente interessa o homem, se não o oculto, o misterioso.
Tudo o que sabemos, sabemos e pronto e mais nada importa.
Sempre estamos procurando aprender algo novo, mas nunca procuramos aprender quem realmente somos.
Já dizia um poeta: o homem tem muitas formas, assim como muitos Deuses e crenças.
Não somos nada e também somos tudo.
Quando o homem sofre de mais, uma hora ele sabe que vai passar, este momento é quando ele sente a própria morte, seja ela física ou espiritual.
Quando o homem morre, ele se torna o que vocês chamam de “frio”, o que eu chamo de “real”.
Muitos de nós não estamos preparados para saber do que somos capazes e quem podemos ser.
O maior medo é sabermos que as pessoas em nossa volta nunca estarão preparadas para realmente descobrir quem somos. Apenas se importa com quem fomos.
A questão é:
Quem é você?
Quem somos e o que somos?
Por nome, idade e endereço somos apenas homens, mas quem você realmente é?
O que você faria por um grande amor?
Até que ponto você lutaria por ele?
A vida do homem é o amor, mas o mesmo pode virar ódio, assim como pode rapidamente se tornar amor novamente.
Não existe tempo, muito menos felicidade, existe apenas a vontade do Ser.
“Eu estou triste” e você vai ficar.
Aceitamos aquilo que queremos aceitar e nos transformamos naquilo.
Se dizem que Deus faz as coisas por nós, então que este Deus tenha vários nomes, o seu, o meu e o das outras pessoas.
Ressalto novamente a mesma pergunta: Quem é você? Do que você é capaz? Até aonde lutaria por um grande amor?

Agimos por impulso, por raiva, mas depois tentamos arrumar aquilo que já foi perdido.
Muitas coisas e pessoas perdemos, mas nunca perdemos realmente.
É como eu disse: Aceitamos aquilo que sentimos.

Eu me tornei um homem morto, pois experimentei fases de minha vida.
Cheguei ao meu amor extremo e muitos dizem que não, mas sim, somente eu posso sentir aquilo que realmente passei.
Mas um homem morto nunca é feio, pois ele vive da realidade.
Ele é poeta, ele é artista, ele é solitário, ele tem amigos e família, mas mesmo assim é vazio e a única coisa que o preenche é o seu reconhecimento sobre sua vida.
Nossa morte é a nossa única realidade.
Todos trabalham, ganham seu dinheiro, gastam.
Compram casas, carros e formam uma família.
Tudo isso será perdido.
Uma hora ou outra.
Ganhamos hoje e amanha somos roubados.
E por ironia do destino, somos roubados e minutos depois a policia aparece.
Afinal, por que não antes?

Muitas perguntas são feitas e poucas respondidas.
A única certeza em vida é a morte, o único sentimento é o amor.
Mesmo um homem como eu, mesmo um homem morto é capaz de lutar.
Lutar apenas pelo seu amor, não pela pessoa, mas pelo o que sente.
É disso que precisamos, amor.

Mas e você?
Quem é você?
Até aonde você lutaria por seu amor?
Você morreria por ele e nasceria novamente por ele?
Viveria dele?
Quais são seus medos?
E porque apenas olhar um campo bonito e não admirar um cemitério horrível?
Lembre-se: Nem sempre o belo pode ser belo.
Assim como nem sempre a vida pode ser vida.

-Jack Rose-

Assim que Anna terminou de ler, percebeu que ninguém esteve ali.
Sua mente brilhante mostrou-lhe o que deveria ser sido visto.
Sua solidão mostrou o quão grande era para si mesma.
E os dois homens?
Como eu diria: O “Eu” e o “Ego”.

Mas agora eu vos pergunto:

Quem é você?
Até onde você lutaria por seu amor?
Você morreria e voltaria a viver por ele?
Quais são seus medos?

-Joey Spooky Rose-