quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
A uma taça feita de um crânio humano
A uma taça feita de um crânio humano (Lord Byron)
(poesia de Byron antecedendo características Góticas
pessimismo e aflição do ser humano)
-A uma taça feita de um crânio humano-
Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria
-Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.
Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.
Mais val guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
-Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do reptil.
Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro...
Podeis de vinho o encher!
Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.
E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
.Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...
Tradução de Castro Alves
-Joey Spooky Rose-
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